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Out
09

Bancos de Imagens

Um Banco de Imagem é exatamente o que o nome diz: Um banco. Um lugar onde você abre uma conta e deposita um valor para ser aplicado e depois resgatar os rendimentos. A única diferença é que os depósitos não são feitos em dinheiro, mas sim em fotografias.

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 E como esse banco transforma suas fotografias em rendimentos? Através do licenciamento de uso das imagens que são fornecidas para agências de publicidades, veículos de mídia ou transformadas em produtos como cartões, camisetas ou posters. Existem duas formas de licenciamento: Direitos controlados e royalties free. No primeiro caso é fornecida uma licença de uso específica para uma determinada aplicação por parte do cliente. Por exemplo: “Foto número X para ser usada na capa da revista Y na edição número Z”. Qualquer outra aplicação dessa mesma imagem por parte do cliente caracteriza quebra de contrato e está sujeita a penalidades legais.

No segundo caso a expressão “royaltie free” é um pouco enganosa, pois o cliente continua sujeito a um contrato de uso de imagem embora bem mais flexível. O royaltie free é na verdade um “direito menos controlado”.

Mas independente do tipo de licença adotado o princípio é o mesmo nos dois casos: O Banco licencia a imagem, cobra do cliente e repassa um porcentual ao fotógrafo. De um modo geral bancos que operam com licenças do tipo royalties free, como a iStockphoto ou o Foto Search repassam um valor menor ao autor, mas geram uma quantidade grande de licenças. Empresas que trabalham com direito controlado como a Lunapress ou o Sambaphoto pagam um valor maior por licença, mas geram um volume menor de licenças.

É possível “viver de renda” apenas fornecendo imagens para bancos? Não. Ao menos não no nosso atual mercado. A relação com o banco de imagens deve ser pensada a longo prazo e como uma forma complementar de renda que não substitui os trabalhos rotineiros do fotógrafo. A receita proveniente do licenciamento de imagens pode servir como uma reserva para uma viagem ou para a troca de equipamentos, mas é complicado apostar todas as suas fichas nisso.

O licenciamento de imagens vem sofrendo um achatamento nos valores, pois o desenvolvimento das ferramentas de internet e a captura digital de imagens estão provocando uma saturação de mercado. Além disso, também é necessário “competir” com a pirataria e o uso irregular das imagens licenciadas. Mas mesmo assim o licenciamento é uma alternativa interessante para transformar em receita um trabalho mais autoral ou que está parado num canto qualquer do seu HD.


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Sobre o Autor:

Fotojornalista com trabalhos publicados em alguns dos principais jornais e revistas nacionais, tais como Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Istoé, entre outros.

Atualmente dirige a Agência Fotográfica Lunapress e também é docente do SENAC lecionando fotografia na unidade Jundiaí.

Colabora com diversos bancos de imagens internacionais com destaque para a iStockphotos e a Getty Image para os quais fornece principalmente imagens sobre a América Latina.

Fotografou para diversos veículos institucionais e é responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de fotografia em “hight-speed” adotada pela Faculdade de Engenharia de Minas da USP para registrar o comportamento de partículas em reatores de flotação.

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