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Mar
11

Entendendo o espaço de cor

O espaço de cor é uma questão que confunde muitos fotógrafos e que gera bastante polêmica mesmo entre especialistas. Mas o fato é que não existe um espaço de cor melhor ou mais fiel do que outro. O que existe é um padrão mais adequado para cada fluxo de trabalho e aplicação final.

Existem três opções básicas de espaço de cor: sRGB, AdobeRGB e ProPhotoRGB. De um modo resumido eles são usados para as seguintes situações:

  • sRGB: Dos tres este é o padrão que apresenta uma menor gama de cores. Aparentemente isso é uma desvantagem, mas na verdade esta é a melhor opção para imagens que serão usadas na web ou impressas diretamente sem nenhum tipo de ajuste ou correção. É preciso ter em mente que os monitores e impressoras tem uma capacidade limitada de reprodução de cores. Portanto imagens em sRGB serão “traduzidas” de forma mais eficiente nessas mídias.

 

  • AdobeRGB: Este espaço de cor é o mais indicado para fotos que serão convertidas de RAW para outros formatos ou ou que irão passar por ajustes como parte do fluxo de trabalho do fotógrafo, pois é um padrão que apresenta uma gama muito superior ao sRGB. É o padrão que eu adoto para trabalhos que serão enviados aos bancos de imagens, por exemplo, já que nesses casos nunca se sabe realmente qual será a necessidade do cliente final.

 

  • ProPhotoRGB: Desenvolvido pela Kodak o ProPhoto é o espaço de cor que possui uma maior capacidade de reprodução de cores, sendo indicado, por exemplo, para trabalhos de fine-art. É um espaço que deve ser utilizado por quem conhece gerenciamento de cores, pois nem sempre mais é sinônimo de melhor. Um navegador de web poderá ter dificuldades para lidar com uma gama tão extensa de cores e o resultado final poderá ser uma foto mais “pobre” do que uma similar reproduzida em sRGB.
Resumindo:

Vai fazer fotos em jpeg para compartilhar com seus amigos no Flickr? Vai de sRGB e seja feliz.

Vai fazer um álbum que será impresso ou um trabalho que será enviado para uma gráfica? Escolha o AdobeRGB.

Quer ter o máximo de controle possível sobre as suas imagens? Fotografe em RAW e depois converta os arquivos para ProPhoto usando-o como formato intermediário de trabalho salvando uma cópia final em sRGB ou AdobeRGB dependendo da aplicação necessária.

Em tempo:

Quando se fotografa em RAW o espaço de cor adotado é irrelevante, pois nesse formato apenas os dados brutos da imagem são registrados. No momento da conversão do RAW para outro formato é que devemos eleger o espaço de cor mais adequado. Essa é mais uma das tantas vantagens de se fotografar em RAW.


2 Responses to “Entendendo o espaço de cor”


  1. 1 Fernando Ribeiro
    26/10/2011 às 07:16

    Muito obrigado por esta informação. Está escrita de uma forma simples e compreensível e é útil.


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Sobre o Autor:

Fotojornalista com trabalhos publicados em alguns dos principais jornais e revistas nacionais, tais como Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Istoé, entre outros.

Atualmente dirige a Agência Fotográfica Lunapress e também é docente do SENAC lecionando fotografia na unidade Jundiaí.

Colabora com diversos bancos de imagens internacionais com destaque para a iStockphotos e a Getty Image para os quais fornece principalmente imagens sobre a América Latina.

Fotografou para diversos veículos institucionais e é responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de fotografia em “hight-speed” adotada pela Faculdade de Engenharia de Minas da USP para registrar o comportamento de partículas em reatores de flotação.

Imagens da América do Sul

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