Archive for the 'Sem categoria' Category

15
Ago
14

Araquém Alcântara no Senac Jundiaí

Pueblo!

Ainda há vagas pra palestra do Araquém Alcântara na próxima quarta dia 20 de agosto no Senac de Jundiaí. Cêis não vão perder essa boiada né? Ainda mais que é “de gratis!”

Corre no site e faz a sua reserva vivente!

Preguiça de digitar no Google? Toma aí o link:

http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?newsID=DYNAMIC,oracle.br.dataservers.ContentEventDataServer18,selectEvent&template=949.dwt&event=2279&unit=JUN

Ou vai querer que eu pegue pela mãozinha?

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11
Dez
13

Caminhada Fotográfica – Centro Histórico de São Paulo

Venha participar de um programa diferente neste Feriado! Descubra os segredos e a história escondida no centro velho de São Paulo em uma caminhada fotográfica com coordenação e orientação do fotógrafo documentarista Fernando Fernandes – colaborador das Agências Getty, Istock, Estado e docente de fotografia do Senac.

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A caminhada é aberta à todos aqueles apaixonados por fotografia, independente denível de conhecimento ou equipamento.

Roteiro:

– Catedral da Sé
– Solar da Marquesa
– Pateo do Collegio
– Mosteiro de São Bento
– Vale do Anhangabaú
– Teatro Municipal
– Praça da República

Valor da Inscrição: R$ 60,00
O que levar: Câmera fotográfica, água, protetor solar
Ponto de encontro: Estação São Bento do Metrô
Mais informações: (11) 97125-3019

10
Dez
13

Umburanas

Meu avô Floriano me ensinou quando eu ainda era criança que andar com algumas sementes de Umburana no bolso da calça ao caminhar pelas matas era um seguro garantido contra o encontro acidental com alguma jararaca.

O segredo era que as sementes tinham que ser em número ímpar: 3, 5 ou 7, não importava, mas o cheiro ímpar e adocicado daquelas sementes seria por alguma razão odiado pelas cobras.

Durante anos andei com aquelas sementes guardadas em um pequeno estojo feito com um coquinho de babuçu pela minha bisavó… Ainda guardo com carinho o estojo, mas a décadas que não sinto aquele cheiro adocicado da Umburana.

E hoje, do nada, essa lembrança olfativa saltou de algum canto empoeirado da minha memória e o aroma das pequenas sementes secas com suas estrias negras e irregulares subiu pelas minhas narinas. Haverá alguma cobra rondando por perto? Vai saber…

O fato é que independente das cobras essa lembrança de outra vida vivida em outro mundo baseada em um conhecimento perdido e hoje inútil me fez sorrir e pensar com carinho naqueles espíritos que se foram de fora, mas que vivem dentro de mim com o seu sangue correndo por minhas veias.

09
Set
13

Workshop de Fotografia de Paisagem

Aprenda a tirar o máximo de proveito das fotografias de suas viagens! Nesse workshop realizado na Serra do Japi próximo a cidade de Jundiaí iremos abordar os principais fundamentos da fotografia de paisagens e natureza para quem não é profissional ou está começando a fotografar. Em breve teremos uma segunda turma onde serão abordadas técnicas avançadas.

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01
Jul
13

Leitura de Portfolios – Julho de 2013

Estão abertas as inscrições para a turma de Julho da Leitura de Portfolios na LUNAPRESS. Não perca essa oportunidade de ter seu material avaliado além de receber ótimas dicas de como atrair clientes com um bom portfolio!

 

Leitura sem data

19
Jun
13

Entrevista com Fernando Fernandes

Entrevista realizada por André Lima com o fotógrafo Fernando Fernandes sobre fotografia fine art e processo criativo.

20
Fev
11

a fotografia em ambientes extremos

O altímetro pendurado em meu pescoço indicava 5331 metros acima do nível do mar e o pico do Chacaltaya encontrava-se portanto a apenas 90 metros de distância vertical. Menos de um quarteirão.

O caminho para o cume se estendia por uma crista suave coberta por uma camada de neve firme, o tempo estava bom, sem ventos fortes e a temperatura de -15 graus daquele ensolarado dia de verão podia ser considerada boa para aquela altitude.

Ao sul e ao norte era possível observar a Cordilheira dos Andes por centenas de quilômetros. A leste o Altiplano, cerca de dois quilômetros abaixo, se estendia até a linha onde o horizonte se curvava acompanhando as formas da Terra. Apenas a nordeste a visão era bloqueada pelo maciço Huayana-Potosí com seus 6088 metros.

Apoiado sobre os bastões de caminhada parei para realizar o ritual que já vinha repetindo a cada 5 ou 8 metros nas últimas horas: Respirar lenta e profundamente várias vezes para tentar reduzir a incômoda sensação de ter meu coração batendo descontroladamente contra os ossos do tórax enquanto meu cérebro zumbia como uma turbina. Mas por mais fundo que eu tentasse respirar meu peito praticamente não se distendia e apenas uma porção de ar ínfima e gelada entrava em meus pulmões.

Conferi mais uma vez o altímetro e o relógio. Era hora de tomar uma difícil decisão com a qual mais cedo ou mais tarde todo alpinista de alta montanha acaba se confrontando: Continuar ou retornar. O pico estava próximo, o tempo bom, mas por outro lado subir uma montanha é apenas metade do caminho e eu já ultrapassara o limite de voltar ainda com a luz e o calor do dia.

 Dei uma última olhada para o pico e para as montanhas nevadas ao meu redor, girei o corpo e iniciei a descida, consciente de que no verão seguinte a montanha continuaria lá, mas talvez eu não… Você se sente miseravelmente pequeno nesse momento e passa a entender claramente porque todos os povos que vivem ao redor das altas montanhas vêem esses gigantes como deuses. Deuses que podem ser benevolentes ou cruéis dependendo da atitude que nós, frágeis humanos, temos frente a eles.

Em altitude a mente nos prega peças facilmente. Com pouco oxigênio o raciocínio fica bastante comprometido e tudo parece flutuar em câmera lenta ao seu redor. Amarrar os cadarços da bota ou abrir o zíper do bolso para sacar a câmera são atos que requerem concentração, tempo e muita determinação. É fácil cometer erros banais que podem ter conseqüências graves como ter as mãos congeladas por esquecer-se de vestir as luvas. Parece absurdo, mas já vi isso acontecer.

Fotografar em ambientes assim obviamente impõe uma série de desafios que vão muito além da técnica fotográfica. Não basta dominar a fotografia em si, é preciso entrar em sintonia com o ambiente ao seu redor para poder registrá-lo e voltar vivo.

Seja no alto de uma montanha, em um recife de corais sob o Oceano ou na umidade sufocante de uma floresta tropical, o fotógrafo precisa – antes de mais nada – dominar as técnicas de convivência e sobrevivência no ambiente em que se encontra. E entender como a fisiologia do seu corpo se altera e adapta a condições extremas é o principal passo para isso.

Em montanhas, por exemplo, basta subirmos para além dos 2700 metros (uma altitude relativamente modesta) para que nossos corpos comecem a sentir os efeitos da altitude.

E embora a diminuição dos níveis de oxigênio afete drasticamente o organismo é a baixa pressão atmosférica desses ambientes a principal vilã que pode levar seus pulmões ou o seu cérebro a literalmente explodirem. São acidentes gravíssimos e potencialmente fatais conhecidos por edema pulmonar e cerebral, respectivamente.

Para desenvolver a sintonia necessária para sobreviver e trabalhar em ambientes extremos, adaptando seu corpo e principalmente a sua mente é preciso construir uma bagagem de sucessos sucessivos.

A vida fica mais fácil nos Andes se antes de se aventurar por lá você já se sentisse em casa no Pico de Itatiaia, por exemplo. E para quem já viu o por do sol do alto da Pedra do Baú algumas vezes, Itatiaia não parece algo tão desafiador. E se você já tem o hábito de freqüentar um ginásio de escaladas a Pedra do Baú lhe parecerá familiar quando estiver aos seus pés pela primeira vez. Uma grande conquista tem por base uma série de pequenas conquistas menores que moldam nossa força de vontade e nos dão a bagagem mental necessária para o sucesso. E o sucesso nem sempre é atingir o pico mais alto. Muitas vezes pode ser o simples fato de voltar vivo.

O inglês George Mallory foi o primeiro ser humano a ficar de pé sobre os 8.849 metros do pico do Everest em 1924. Mas isso só seria contado ao mundo com todas as letras em 1999 quando seu corpo congelado foi encontrado por uma expedição internacional que decifrou seus últimos momentos enquanto descia do cume. Tanto Mallory quanto seu companheiro Irvine conquistaram a montanha, mas nunca mais a deixaram.

Embora a tecnologia nas últimas décadas tenha desenvolvido ferramentas incríveis para nos manter seguros e até mesmo relativamente confortáveis em ambientes hostis, as ferramentas primordiais e insubstituíveis que separam o fracasso do sucesso ainda são carregadas dentro desta fantástica caixinha que temos sobre nossos ombros.

Você pode abrir um pequeno envelope aluminizado em uma barraca acima dos cinco mil metros e se deparar com uma maravilhosa refeição de bacalhau ao forno com batatas gratinadas ao azeite e alecrim (agradeça as meninas da Liofoods por isso!). Mas essa pode ser a sua última refeição se não souber traduzir a linguagem com a qual os deuses das montanhas falam constantemente ao deus que vive dentro de você.




Sobre o Autor:

Fotojornalista com trabalhos publicados em alguns dos principais jornais e revistas nacionais, tais como Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Istoé, entre outros.

Atualmente dirige a Agência Fotográfica Lunapress e também é docente do SENAC lecionando fotografia na unidade Jundiaí.

Colabora com diversos bancos de imagens internacionais com destaque para a iStockphotos e a Getty Image para os quais fornece principalmente imagens sobre a América Latina.

Fotografou para diversos veículos institucionais e é responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de fotografia em “hight-speed” adotada pela Faculdade de Engenharia de Minas da USP para registrar o comportamento de partículas em reatores de flotação.

Imagens da América do Sul

Imagens do Brasil