Posts Tagged ‘Câmeras

05
Jan
15

Mini curso de fotografia básica na LUNAPRESS

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Nesse mini curso com 5 aulas e carga horária de 20 horas, totalmente prático e com turmas reduzidas você terá contato com as principais funções de sua câmera SLR:

– Velocidade e abertura
– ISO
– Balanço de branco
– Fotometria
– Modos de foco
– Formatos de arquivo JPEG e RAW
– Modos de exposição manual e de prioridades a velocidade e abertura
– Uso do flash

O curso será composto por 04 aulas no estúdio da LUNAPRESS as segundas, quartas e sextas a partir das 19:30h e uma aula no centro histórico de São Paulo no domingo (dia 18) a partir das 14:30h.

As atividades serão coordenadas pelo fotógrafo documentarista Fernando Fernandes, colaborador da iStock e Getty Images e docente de fotografia do SENAC.

Valor do investimento: R$ 280,00

Mais informações: (11) 97125-3019

02
Maio
14

Convertendo RAW em JPEG usando a própria câmera

Que o formato RAW é uma das melhores invenções da fotografia na era digital você já sabe. E que, as vezes, ele pode ser bem chatinho de ser visualizado ou compartilhado você também já sabe. O que talvez não saiba é que é muito simples criar uma cópia no formato JPEG a partir de qualquer arquivo RAW da sua câmera sem a necessidade de um computador ou de um software específico para isso.

A cada dia que passa a conectividade tem um peso maior na fotografia digital. Quem não quer publicar instantaneamente suas imagens em uma rede social ou enviar rapidamente a foto do dia para o seu editor no jornal? Tanto que cada vez mais os fabricantes apostam em câmeras ou acessórios que permitam o envio de suas fotos para tablets ou celulares para que sejam rapidamente compartilhadas.

Mas se você trabalha com arquivos RAW acaba tendo um problema: Precisa converter esses arquivos em um computador para o formato JPEG antes de poder enviá-los ou então consumir espaço em seus cartões de memória salvando todas as suas imagens com a opção RAW + JPEG.

Contudo existe uma terceira opção bem simples que pode salvar o seu dia se você está com um arquivo RAW na câmera e precisa compartilhar o monstrinho. Os passos são os seguintes:

– Selecione o RAW que você quer converter no visor da câmera e acesse o menu de retoques.
– Escolha a função retoque de balanço de branco e simplesmente salve sem fazer nenhum ajuste na imagem.

– Pronto! A câmera vai entender que você fez uma edição e irá gerar uma cópia JPEG do seu RAW que você pode enviar ou compartilhar facilmente! Fácil não?

26
Mar
10

Fotografia digital é coisa do passado!

Não acho saudável comparar a fotografia analógica com a digital em termos de “ou uma ou outra.” Afinal cada processo tem seus valores, mas também suas limitações e problemas.

Contudo acho importante ter em mente que se por um lado o digital nos trouxe inúmeros benefícios, também carrega em si algumas armadilhas. Acredito ser extremamente saudável para qualquer fotógrafo conhecer e praticar a fotografia com filmes, mesmo que ela não seja a sua ferramenta principal. Fotografar com película nos permite lançar um olhar mais crítico sobre o processo digital e entender o real impacto que essa tecnologia carrega.

Vejo em muitos alunos que estão começando agora e que não passaram pela experiência do uso do filme uma série de dificuldades recorrentes. E se a fotografia digital nos permite explorar e experimentar de forma mais intensa o fato é que poucos fazem isso.

A avalanche tecnológica que soterrou a fotografia na última década trouxe como um de seus efeitos colaterais um deslumbre que associa o moderno, o mais caro e o mais recente como sendo o único caminho possível para a qualidade. Claro que isso sempre existiu, mas a ditadura do mercado digital exacerbou muitíssimo esta questão. De um modo geral o fotógrafo hoje está mais preocupado com a ferramenta que vai usar para contar uma história do que com a sua história propriamente dita. Se pensarmos em outras artes que utilizam ferramentas de expressão de tecnologia mais baixa, como a poesia ou a pintura, seria como achar que a caneta ou o pincel são os elementos mais importantes para o processo criativo do autor.

Nossa sociedade desenvolveu uma cultura pelo novo, pelo descartável e pelo status do “ter” em detrimento do “ser”. Mas hoje começamos a perceber que essa imposição de mercado (que assola a fotografia como qualquer outro aspecto de nossas vidas) está nos levando a uma condição insustentável sobre o planeta e que chega inclusive a por em xeque nossa sobrevivência como espécie.

Questionar isso não é ser saudosista, muito menos ter uma resistência ao novo. Aliás, resistência ao novo é engolir sem questionar que a sua fotografia só terá valor o dia em que você dispor do seu suado dinheirinho para comprar a câmera modelo XYZ de N zilhões de megapixels.

Fico extremamente feliz quando vejo movimentos como a Lomografia e quando leio notícias como o relançamento da Polaroid. Há espaço para todos e quanto mais ferramentas tivermos a nossa disposição, mais modos teremos de contar nossas histórias e de nos encantar com a pluralidade de nossa humanidade.

26
Mar
10

Nova turma para o curso de fotografia

Atendendo a pedidos estamos formando uma nova turma para o curso de fotografia agora aos sábados.

Objetivo:

Capacitar o aluno a utilizar os recursos de câmeras SLR digitais ou analógicas em dinâmicas teóricas e práticas ao mesmo tempo em que se desenvolvem os fundamentos da linguagem e da composição fotográfica.

 
 

 

Conteúdo:
  •  Velocidade, abertura, sensibilidade (ISO)
  • Diferenças entre lentes angulares, normais e teleobjetivas
  • Uso criativo do flash
  • Balanço de branco
  • Medição de luz (fotometria)
  • Formatos de arquivo RAW e JPEG
  • Introdução a linguagem fotográfica
 
 

 

 
 

 

 
 
 
Carga Horária:

20 horas

Duração:

05 aulas aos sábados das 15 às 19 horas com início dia 24 de abril.

Investimento:

R$ 450,00 em até 3 vezes.

Informações e reservas:

(11) 4063-1628 e (11) 6194-0094 ou pelo mail contato@lunapress.com.br

09
Nov
09

Workshop de logística em Expedições Fotográficas

O workshop sobre Expedições Fotográficas é realizado na Agência LUNAPRESS e aborda os principais tópicos referentes a logística de uma expedição:

Deserto de Atacama - Chile

Itens e equipamentos referentes a segurança, alimentação, abrigo e comunicação são demonstrados na prática em um acampamento simulado montado no estúdio, além de acessórios específicos para fotografia de natureza.

– Radiocomunicação: Diferenças entre VHF, UHF, HF e suas aplicações. Uso correto do rádio em emergências.

– Alimentação: A tecnologia de liofilização

– Vestuário: Calçados e roupas específicas para atividades outdoor

– Orientação: Noções sobre o uso de bússulas e cartas topográficas. Diferenças entre GPS e navegadores

– Segurança: Sinalizadores, sinais e montagem de um estojo de emergências.

– Fotografia: Montagem de armadilhas fotográficas, acessórios para macrofotografia, proteção do equipamento.

O valor é de R$ 160,00 com direito a degustação de alimentos especiais produzidos pela Liofoods. A próxima turma está agendada para o sábado dia 28 das 14 as 18 horas.

11
Set
09

Como escolher o equipamento?

Sugerir uma câmera para outra pessoa é sempre uma questão complicada, pois considero essa uma escolha muito pessoal. Existem muitas variáveis envolvidas: É para hobby ou para se profissionalizar? Quanto a pessoa pode investir num equipamento? Qual o seu gosto pessoal?

Sem contar que existe uma enxurrada de marcas e modelos invadindo o mercado numa competição desenfreada que deixa qualquer um desorientado.

Mas sempre tem umas regrinhas que podem ajudar, pense a respeito:
– Quais são as características do equipamento que VOCÊ realmente necessita? Fotógrafos de still ou retratos não precisam de lentes extremamente claras para começar a trabalhar… Fotógrafos de pássaros fatalmente necessitam de boas teleobjetivas e fotojornalismo requer câmeras robustas. Qual a SUA real necessidade?
Somente após definir essa questão é que dá pra começar a escolher o que comprar.
– Existe um equipamento que seja “total flex”e resolva da melhor forma qualquer questão dentro da fotografia? A resposta é simples: Não!
– Não tenha medo de comprar a câmera errada, pois você VAI comprar a câmera errada! Afinal com o tempo você irá amadurecer e suas necessidades mudarão.
– Pelamordedeus! Esqueça essa bobagem de megapixels!!! Existem fatores muito mais importantes para se levar em conta na dinâmica da formação da imagem do que a quantidade de pixels da dita cuja!
– Cuidado com a sedução! Quem realmente precisa das maravilhas oferecidas pelo último grande lançamento do mercado? A sua fotografia ou o seu ego?
– E não custa nada lembrar: boas lentes são mais importantes do que boas câmeras. E as lentes vão te acompanhar por muito mais tempo do o corpo das câmeras. Sempre vale a pena economizar no corpo e investir numa lente melhor!
Quando as coisas estiverem mais claras em relação procure por sites como http://www.dpreview.com/ e faça comparativos entre entre os equipamentos que atendam as suas espectativas para definir qual o melhor custo benefício.
Boa sorte!

10
Set
09

Escolhendo o equipamento

Guará Vermelho (Eudocimus ruber)

Escrevi este texto para um colega que me perguntou sobre como escolher uma câmera para fotografar pássaros. Mas resolvi postar aqui pois pode ser útil para outras pessoas.

Bom, vamos ao que realmente interessa: Pensei na sua pergunta e resolvi listar aqui pra você o equipamento que considero “ideal”. Claro que isso será apenas uma referência, pois o ideal nem sempre é o viável em termos de custo x benefício. Mas acho interessante que você saiba o que existe de melhor para ter um parâmetro de referência.

Vamos começar pelas marcas: O ideal é pensar em termos de Canon ou Nikon, marcas tradicionais com uma ampla variedade de modelos e linhas completíssimas de lentes e acessórios. Vou citar os modelos da Nikon, pois não domino muito bem a nomenclatura da Canon. Mas pra tudo o que eu mencionar da Nikon existe um correspondente da Canon com as mesmas características. Um ou outro detalhe pode oferecer vantagens pontuais para uma marca ou para outra, mas no geral os equipamentos de ambas são similares.

A segunda questão: Filme ou digital? O preço de boas câmeras de filme como a F-100 ou a F-4 despencou com a entrada das digitais no mercado. Pelo preço de uma digital capenga você compra uma excelente câmera analógica! Claro que as digitais oferecem maior comodidade, mas ao contrário da crença geral, fotografar com filmes é mais barato, pois exige um investimento inicial menor e os custos com filmes e revelações são diluídos ao longo do tempo.

Se decidir pelas digitais existem dois formatos de sensor disponíveis: As com sensor DX tem área de captura menor e são mais baratas (por exemplo a D-300) enquanto que os sensores FX tem tamanho similar aos filmes de 35mm (por exemplo a nova D-700). Sensores menores causam um efeito de corte nas imagens e isso muda a distância focal das lentes utilizadas. Nas câmeras da Nikon é necessário multiplicar a distância focal por 1,5 (e na Canon por 1,6). Por exemplo: Uma tele de 300mm na verdade se comporta como uma tele de 450mm nas câmeras com sensor DX.

Lentes:

Antes de mais nada não custa nada lembrar: É mais eficiente utilizar uma boa lente numa câmera mais simples do que uma lente ruim numa super câmera. Moral da história: Fuja das lentes de Kit! Além do mais uma boa lente irá te acompanhar por muitos e muitos anos, enquanto que as câmeras serão trocadas com mais freqüência.

A lente “ideal” para fotografar pássaros é a 300mm f2.8. Além de serem melhores, lentes claras ajudam barbaridade a trabalhar em ambientes de baixa luminosidade como o interior de matas. Além disso ela permite a utilização de um tele-converter com uma perda de luminosidade aceitável. Com um converter de 2X a lente passa a ser uma 600mm f5,6. Outra opção de lente interessante é a zoom 80-200mm f2.8 que embora menos potente é mais versátil e mais prática pra se trabalhar na mão.

Mas como nem só de super teles vive a fotografia você vai precisar de uma lente para “uso geral” Eu pessoalmente gosto muito da 24-80mm f2.8, mas existem várias opções dentro dessa faixa. Tenha em mente que se você utiliza sensores DX o rendimento de suas lentes grande-angulares vai ser comprometido.

Em relação à marca de lentes cabe aqui uma ressalva: Além das originais Canon e Nikon, a Sigma também produz equipamentos de boa qualidade. Mas se a diferença de preço não for muito grande vale a pena investir nas lentes originais.

Outros acessórios interessantes:

– Tripé! Ele pode fazer maravilhas por suas fotos! Os melhores são os italianos da marca Manfrotto.

– Capa de látex da Outex. Protege o equipamento da chuva, lama, umidade e serve até mesmo para pequenos mergulhos de até 6 metros de profundidade. Além de proteger o equipamento permite que você encare situações aonde normalmente não iria se meter para fotografar.

– Disparador por infra-vermelho ML-3: Além de servir como controle remoto substituindo o cabo de disparo o ML-3 é muito interessante para montar “armadilhas fotográficas” pois cria a possibilidade de disparar a câmera através de um sensor de movimentos. Dessa forma é possível monitorar trilhas, tocas e ninhos sem estar presente. Serve em qualquer câmera Nikon com conector de 10 pinos.

Sete Cores - Morretes - Paraná




Sobre o Autor:

Fotojornalista com trabalhos publicados em alguns dos principais jornais e revistas nacionais, tais como Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Istoé, entre outros.

Atualmente dirige a Agência Fotográfica Lunapress e também é docente do SENAC lecionando fotografia na unidade Jundiaí.

Colabora com diversos bancos de imagens internacionais com destaque para a iStockphotos e a Getty Image para os quais fornece principalmente imagens sobre a América Latina.

Fotografou para diversos veículos institucionais e é responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de fotografia em “hight-speed” adotada pela Faculdade de Engenharia de Minas da USP para registrar o comportamento de partículas em reatores de flotação.

Imagens da América do Sul

Imagens do Brasil