Posts Tagged ‘Emprego

06
Nov
14

Leitura de Portfólios na lunapress!

Leitura de Portifólios

27
Jul
11

Como montar um orçamento fotográfico

Uma das dúvidas mais freqüentes para quem está começando a encarar a fotografia como uma profissão é como cobrar pelo seu trabalho. Afinal de contas quanto vale o trabalho de um fotógrafo?

Um dos caminhos mais usuais para se estabelecer um valor de trabalho é simplesmente dar uma olhada nos preços praticados pela concorrência e diminuir um pouquinho esse valor na intenção de torná-lo mais atrativo para o cliente. Isso acaba acarretando uma “guerra para baixo” que prejudica a todos. Ok… Uma das funções da concorrência é justamente criar um patamar de preços, mas o ideal é que isso seja feito através da eficiência e não no corte indiscriminado dos lucros, pois o resultado disso é apenas um: Tem muito fotógrafo por aí pagando para trabalhar…

Então como elaborar um orçamento realista? O primeiro passo para saber quanto cobrar pelo trabalho é saber quanto custa esse trabalho para você. Então mãos à obra para determinar quanto você gasta por mês para poder trabalhar:

Custos fixos e custos variáveis:

Podemos agrupar nossos custos em dois grandes blocos: Fixos e variáveis. No primeiro grupo estão aqueles que você tem que desembolsar todo mês independente do volume do seu trabalho. Alguns exemplos:

– Aluguel (Se você tem um estúdio ou escritório)

– Internet

– INSS (Contribuição Previdenciária)

– Tarifas bancárias

-Seguros (Imóvel, veículo e equipamento)

– Faxineira

Já os custos variáveis são aqueles que são alterados pelo volume de trabalho, como por exemplo:

– Energia Elétrica

– Telefonia

– Combustível (Se você utiliza seu veículo para atender seus clientes)

– Manutenção

– Insumos (papel para impressora, fundos fotográficos, etc.)

– Impostos (ISS, imposto de renda, etc.)

Para estabelecer e conhecer de forma realista os seus custos é preciso ter a disciplina de criar um livro caixa e anotar religiosamente os seus gastos. Isso não é uma coisa complicada: Para começar basta uma simples planilha eletrônica, que geralmente pode ser importada ou incorporada para um programa mais complexo, caso você venha a adotar algum no futuro.

O ideal é que você avalie os seus custos ao longo do ciclo de um ano para estabelecer uma projeção realista. Mas um período de 3 meses  já nos dá uma idéia razoável de quanto custa nosso trabalho.

De posse desses dados o passo seguinte é estabelecer o impacto dos custos fixos sobre o seu trabalho. Isso é simples: Basta somar o valor dos seus custos fixos mensais e dividir pelas suas horas de trabalho.

Por exemplo: Se você trabalhar 08 horas por dia durante 22 dias por mês então você trabalha 176 horas mensais. Se os seus custos fixos são de, por exemplo, R$ 3000,00 então o peso desses custos está em torno de R$ 17,00 por hora de trabalho.

08 x 22 = 176

3000 / 176 = 17

Já os custos variáveis precisam de um universo de dados um pouco maior para serem estabelecidos. Mas vamos supor que em 3 meses você realizou um total de 36 trabalhos (numa média de 3 por semana ou 12 por mês) e que esses trabalhos geraram um custo de R$ 1500,00/ mês

Então cada trabalho custou:

1500 / 12 = 125

Cada um dos 12 trabalhos mensais realizados então acrescentou um valor de R$ 125,00 aos seus custos. Como você passa 176 horas por mês a disposição desses trabalhos (atendendo ligações, preparando orçamentos, enviando e-mails, negociando com os clientes, etc…) então você pode diluir esse valor ao longo de todas as suas horas de trabalho:

1500 / 176 = 8,50 (valor arredondado)

Assim somando os seus custos fixos (17) e variáveis (8,50) então a sua hora de trabalho custa R$ 25,50 Em outras palavras é isso o que custa para você trabalhar por hora.

Perceba que:

– Os seus custos fixos diminuem quando você aumenta o número de trabalhos.

– Os seus custos variáveis aumentam com o aumento do número de trabalhos.

Para elaborar um orçamento é necessário calcular quantas das suas horas de trabalho serão destinadas a ele. Inclusive aquelas indiretamente relacionadas. No caso do nosso exemplo, supondo que todos os trabalhos fossem rigorosamente iguais (Por exemplo: Books fotográficos) cada um iria consumir 4,8 horas de trabalho.

Portanto o custo de cada um seria de:

25,50 x 4,8 = 122,40

Mas como muitas vezes os trabalhos envolvem cargas horárias diferentes é importante ter o valor da hora de trabalho sempre em mente para elaborar os orçamentos.

Estabelecidos os custos é hora de estabelecer os lucros:

Se você cobrar, por exemplo, R$ 350,00 para produzir um book então o seu lucro será de:

350 – 122,40 = 227,60

Os 12 trabalhos mensais que você realiza lhe proporcionam então um “salário” de R$ 2731,20 já descontados os impostos que foram diluídos como custos.

Custos dos quais muitas vezes nos esquecemos:

Na hora de estabelecer os seus custos é preciso considerar alguns fatores que muitas vezes nos esquecemos:

  1. Depreciação do equipamento: Câmeras digitais sofrem uma depreciação muito grande e tem uma vida útil relativamente curta. É preciso levar isso em consideração.
  2. Férias: Se você trabalha como autônomo e pretende descansar em algum momento é bom lembrar de computar isso como custo.
  3. 13° Salário: O mesmo princípio das férias deve ser aplicado a esse item. Assim se os seus rendimentos são de R$ 2731,20 a cada um dos 12 meses do ano você deve imbutir R$ 227,60 como custo fixo referente ao seu 13º. Isso não é luxo, principalmente se você se lembrar das contas extras que ocorrem em todo começo de ano como IPVA e IPTU.
  4. Cursos de atualização e formação. A finalidade deles é que você atenda cada vez melhor o seu cliente, então é justo dividir a conta com ele não é mesmo?
  5. Plano de saúde: Você trabalha doente?
  6. Caixa reserva para eventualidades: Uma coisa é certa: Merda sempre acontece!
17
Jun
11

Fotografia Digital Profissional no SENAC

Um convite especial para os meus ex-alunos da região de Jundiaí: Atendendo a pedidos estamos iniciando a primeira turma do curso de fotografia profissional no SENAC. Venham participar e conhecer o nosso estúdio novinho em folha!

04
Fev
10

Leitura de Portfolios: Turma de Fevereiro

Dando prosseguimento aos encontros fotográficos na LUNAPRESS estamos com inscrições abertas para a terceira turma de Leitura de Portfolios.

O participante terá seu material (impresso ou digital) avaliado em relação a técnica, edição e conteúdo e serão abordadas as diversas formas de se apresentar um trabalho fotográfico. O objetivo é transformar o portfolio em uma ferramenta de vendas que vá de encontro as expectativas de potencias clientes ou empregadores.

O encontro acontece na LUNAPRESS no dia 27 de fevereiro das 15 às 19 horas e o investimento é de R$ 160,00.

Informações e reservas pelos telefones (11) 6194 0094 ou (11) 4063 1628

26
Nov
09

Segurando a Insegurança

Enveredar por novos caminhos trás sempre um gostinho de medo. É natural. E quando o novo caminho envolve algo tão incerto como a fotografia aí o medo deve ser encarado com bastante seriedade.

Dá para viver de fotografia? Claro que sim, afinal existem centenas de bons fotógrafos espalhados por aí com as contas razoavelmente em dia. Alguns estão até meio gordinhos provando que trabalhar com fotografia não é sinônimo de morrer de fome.

Agora… É fácil viver de fotografia? Não! E a cada dia que passa está mais difícil, pois a profissão é cada vez mais banalizada e desprestigiada, não só pelos clientes, mas principalmente pelos próprios fotógrafos, que vêem com naturalidade a cultura do “nivelar por baixo” e são os primeiros a desvalorizar o próprio trabalho aceitando uma remuneração injusta ou mesmo disponibilizando o suado fruto de seu trabalho de graça por aí, em troca de um suposto “reconhecimento”. Bom… Na minha modesta opinião reconhecimento é trabalho pago com um preço justo, mas isso está bem longe de ser um consenso no mercado.

Resumindo: Ser fotógrafo é acordar de manhã cedo pronto para comer o pão que o diabo amassou. A ir dormir a noite feliz da vida por ter feito aquilo que mais ama por mais um dia. Esse é o segredo para sobreviver: Paixão!

Ser fotógrafo é diferente de prestar um Concurso Público qualquer apenas em busca de um salário fixo e estabilidade. Envolve riscos e dificuldades, assim como uma forte carga de realização diretamente proporcional a esses mesmos riscos e dificuldades. E se você quer ganhar tem que estar disposto a também perder, esteja seguro disso!

07
Out
09

Bancos de Imagens

Um Banco de Imagem é exatamente o que o nome diz: Um banco. Um lugar onde você abre uma conta e deposita um valor para ser aplicado e depois resgatar os rendimentos. A única diferença é que os depósitos não são feitos em dinheiro, mas sim em fotografias.

Jardim Botânico de Curitiba

 E como esse banco transforma suas fotografias em rendimentos? Através do licenciamento de uso das imagens que são fornecidas para agências de publicidades, veículos de mídia ou transformadas em produtos como cartões, camisetas ou posters. Existem duas formas de licenciamento: Direitos controlados e royalties free. No primeiro caso é fornecida uma licença de uso específica para uma determinada aplicação por parte do cliente. Por exemplo: “Foto número X para ser usada na capa da revista Y na edição número Z”. Qualquer outra aplicação dessa mesma imagem por parte do cliente caracteriza quebra de contrato e está sujeita a penalidades legais.

No segundo caso a expressão “royaltie free” é um pouco enganosa, pois o cliente continua sujeito a um contrato de uso de imagem embora bem mais flexível. O royaltie free é na verdade um “direito menos controlado”.

Mas independente do tipo de licença adotado o princípio é o mesmo nos dois casos: O Banco licencia a imagem, cobra do cliente e repassa um porcentual ao fotógrafo. De um modo geral bancos que operam com licenças do tipo royalties free, como a iStockphoto ou o Foto Search repassam um valor menor ao autor, mas geram uma quantidade grande de licenças. Empresas que trabalham com direito controlado como a Lunapress ou o Sambaphoto pagam um valor maior por licença, mas geram um volume menor de licenças.

É possível “viver de renda” apenas fornecendo imagens para bancos? Não. Ao menos não no nosso atual mercado. A relação com o banco de imagens deve ser pensada a longo prazo e como uma forma complementar de renda que não substitui os trabalhos rotineiros do fotógrafo. A receita proveniente do licenciamento de imagens pode servir como uma reserva para uma viagem ou para a troca de equipamentos, mas é complicado apostar todas as suas fichas nisso.

O licenciamento de imagens vem sofrendo um achatamento nos valores, pois o desenvolvimento das ferramentas de internet e a captura digital de imagens estão provocando uma saturação de mercado. Além disso, também é necessário “competir” com a pirataria e o uso irregular das imagens licenciadas. Mas mesmo assim o licenciamento é uma alternativa interessante para transformar em receita um trabalho mais autoral ou que está parado num canto qualquer do seu HD.

12
Set
09

Em busca do primeiro trabalho

Bem vindo a uma longa jornada! Mas não é uma jornada muito diferente de qualquer outra busca por um lugar ao sol.

Se você é teimoso o suficiente para escolher a carreira de fotógrafo o primeiro passo é estabelecer um foco: Pegue uma folha de papel e liste aquilo que mais atrai você na fotografia: Retratos, paisagens, aventura, independência, glamour, tecnologia… E com base nessa lista encontre o segmento de fotografia com o qual tenha uma maior empatia: Fotojornalismo, moda, still, social, arquitetura, industrial, científica, documental, etc.

Feito isso crie uma nova lista com locais de trabalho que possam ser interessantes para você. Como fazer isso? Tem uma simpatia infalível: Dê três pulinhos, sente em frente ao computador e peça ajuda pra São Google.

Feita a lista, coloque suas opções por ordem de interesse. Prepare seu discurso e os seus portfolio focando a área na qual irá investir e comece a agendar as visitas. Demora, é chato, você vai escutar uma montanha de “nãos”, mas esse é o único caminho. E comece sempre do local menos interessante para o mais interessante. Dessa forma você estará mais confiantes e com algumas cartas na manga quando entrar em contato com a cereja do bolo.

E mais uma listinha…

Como tenho uma certa fixação por listas aqui vai uma com alguns detalhes que costumo prestar atenção quando faço análise de portifólios aqui na agência:

1 – Apresentação: Tanto a pessoal quanto a do portfolio é meio caminho andando para que o entrevistador leve você a sério. E boa apresentação não quer dizer ir para as entrevistas de terno e gravata, mas sim com uma postura condizente com o ambiente de trabalho que você está buscando, Nem mais, nem menos.

2- Humildade: Você está lá para vender o seu peixe é claro, mas não tente transformar o seu lambari em salmão porque ninguém é bobo.

3 – Dance conforme a música: Infelizmente nem sempre você vai conseguir espaço logo de cara no centro do seu foco. Sou fotógrafo documentarista com formação em fotojornalismo, mas já fiz muito book de criança, fotografei culinária e até revistas de passo a passo para artesanato. E mesmo hoje mantenho um estúdio onde fotografo próteses dentárias, entre outras coisas, pra ajudar a bancar minhas expedições. E com o tempo descobri que TODA experiência acaba colaborando de alguma forma com aquilo que é a sua meta. O importante é não perder ela de vista!

4- Seja sincero: Pelamordedeus! Seja autêntico, seja você mesmo e não tente passar uma imagem sua que não corresponde a sua realidade. Não caia na besteira de tentar falar aquilo que você acha que o entrevistador quer ouvir. Até porque se você tiver o azar de conseguir o trabalho vai ter que deixar de ser você e vestir todo dia o personagem que você inventou. Quanto tempo você acha que vai agüentar?

 
5- Esqueça o retorno financeiro: Jamais, nunca e em tempo algum determine a sua carreira por aquilo que o mercado paga. Até porque existem coisas que o dinheiro não paga. Se você SABE que é o melhor fotógrafo de pulgas mancas que já pisou na face da terra, pode ter certeza de que um dia o dinheiro virá como conseqüência. Até lá faça um pouco disso e um pouco daquilo pra pagar as contas no fim do mês e investir no seu projeto pessoal. Mas não perca o foco senão você irá correr o risco de deixar tudo o que ganhou na conta do seu terapeuta.



Sobre o Autor:

Fotojornalista com trabalhos publicados em alguns dos principais jornais e revistas nacionais, tais como Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Istoé, entre outros.

Atualmente dirige a Agência Fotográfica Lunapress e também é docente do SENAC lecionando fotografia na unidade Jundiaí.

Colabora com diversos bancos de imagens internacionais com destaque para a iStockphotos e a Getty Image para os quais fornece principalmente imagens sobre a América Latina.

Fotografou para diversos veículos institucionais e é responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de fotografia em “hight-speed” adotada pela Faculdade de Engenharia de Minas da USP para registrar o comportamento de partículas em reatores de flotação.

Imagens da América do Sul

Imagens do Brasil