Posts Tagged ‘Fotografia Social

27
Jul
11

Como montar um orçamento fotográfico

Uma das dúvidas mais freqüentes para quem está começando a encarar a fotografia como uma profissão é como cobrar pelo seu trabalho. Afinal de contas quanto vale o trabalho de um fotógrafo?

Um dos caminhos mais usuais para se estabelecer um valor de trabalho é simplesmente dar uma olhada nos preços praticados pela concorrência e diminuir um pouquinho esse valor na intenção de torná-lo mais atrativo para o cliente. Isso acaba acarretando uma “guerra para baixo” que prejudica a todos. Ok… Uma das funções da concorrência é justamente criar um patamar de preços, mas o ideal é que isso seja feito através da eficiência e não no corte indiscriminado dos lucros, pois o resultado disso é apenas um: Tem muito fotógrafo por aí pagando para trabalhar…

Então como elaborar um orçamento realista? O primeiro passo para saber quanto cobrar pelo trabalho é saber quanto custa esse trabalho para você. Então mãos à obra para determinar quanto você gasta por mês para poder trabalhar:

Custos fixos e custos variáveis:

Podemos agrupar nossos custos em dois grandes blocos: Fixos e variáveis. No primeiro grupo estão aqueles que você tem que desembolsar todo mês independente do volume do seu trabalho. Alguns exemplos:

– Aluguel (Se você tem um estúdio ou escritório)

– Internet

– INSS (Contribuição Previdenciária)

– Tarifas bancárias

-Seguros (Imóvel, veículo e equipamento)

– Faxineira

Já os custos variáveis são aqueles que são alterados pelo volume de trabalho, como por exemplo:

– Energia Elétrica

– Telefonia

– Combustível (Se você utiliza seu veículo para atender seus clientes)

– Manutenção

– Insumos (papel para impressora, fundos fotográficos, etc.)

– Impostos (ISS, imposto de renda, etc.)

Para estabelecer e conhecer de forma realista os seus custos é preciso ter a disciplina de criar um livro caixa e anotar religiosamente os seus gastos. Isso não é uma coisa complicada: Para começar basta uma simples planilha eletrônica, que geralmente pode ser importada ou incorporada para um programa mais complexo, caso você venha a adotar algum no futuro.

O ideal é que você avalie os seus custos ao longo do ciclo de um ano para estabelecer uma projeção realista. Mas um período de 3 meses  já nos dá uma idéia razoável de quanto custa nosso trabalho.

De posse desses dados o passo seguinte é estabelecer o impacto dos custos fixos sobre o seu trabalho. Isso é simples: Basta somar o valor dos seus custos fixos mensais e dividir pelas suas horas de trabalho.

Por exemplo: Se você trabalhar 08 horas por dia durante 22 dias por mês então você trabalha 176 horas mensais. Se os seus custos fixos são de, por exemplo, R$ 3000,00 então o peso desses custos está em torno de R$ 17,00 por hora de trabalho.

08 x 22 = 176

3000 / 176 = 17

Já os custos variáveis precisam de um universo de dados um pouco maior para serem estabelecidos. Mas vamos supor que em 3 meses você realizou um total de 36 trabalhos (numa média de 3 por semana ou 12 por mês) e que esses trabalhos geraram um custo de R$ 1500,00/ mês

Então cada trabalho custou:

1500 / 12 = 125

Cada um dos 12 trabalhos mensais realizados então acrescentou um valor de R$ 125,00 aos seus custos. Como você passa 176 horas por mês a disposição desses trabalhos (atendendo ligações, preparando orçamentos, enviando e-mails, negociando com os clientes, etc…) então você pode diluir esse valor ao longo de todas as suas horas de trabalho:

1500 / 176 = 8,50 (valor arredondado)

Assim somando os seus custos fixos (17) e variáveis (8,50) então a sua hora de trabalho custa R$ 25,50 Em outras palavras é isso o que custa para você trabalhar por hora.

Perceba que:

– Os seus custos fixos diminuem quando você aumenta o número de trabalhos.

– Os seus custos variáveis aumentam com o aumento do número de trabalhos.

Para elaborar um orçamento é necessário calcular quantas das suas horas de trabalho serão destinadas a ele. Inclusive aquelas indiretamente relacionadas. No caso do nosso exemplo, supondo que todos os trabalhos fossem rigorosamente iguais (Por exemplo: Books fotográficos) cada um iria consumir 4,8 horas de trabalho.

Portanto o custo de cada um seria de:

25,50 x 4,8 = 122,40

Mas como muitas vezes os trabalhos envolvem cargas horárias diferentes é importante ter o valor da hora de trabalho sempre em mente para elaborar os orçamentos.

Estabelecidos os custos é hora de estabelecer os lucros:

Se você cobrar, por exemplo, R$ 350,00 para produzir um book então o seu lucro será de:

350 – 122,40 = 227,60

Os 12 trabalhos mensais que você realiza lhe proporcionam então um “salário” de R$ 2731,20 já descontados os impostos que foram diluídos como custos.

Custos dos quais muitas vezes nos esquecemos:

Na hora de estabelecer os seus custos é preciso considerar alguns fatores que muitas vezes nos esquecemos:

  1. Depreciação do equipamento: Câmeras digitais sofrem uma depreciação muito grande e tem uma vida útil relativamente curta. É preciso levar isso em consideração.
  2. Férias: Se você trabalha como autônomo e pretende descansar em algum momento é bom lembrar de computar isso como custo.
  3. 13° Salário: O mesmo princípio das férias deve ser aplicado a esse item. Assim se os seus rendimentos são de R$ 2731,20 a cada um dos 12 meses do ano você deve imbutir R$ 227,60 como custo fixo referente ao seu 13º. Isso não é luxo, principalmente se você se lembrar das contas extras que ocorrem em todo começo de ano como IPVA e IPTU.
  4. Cursos de atualização e formação. A finalidade deles é que você atenda cada vez melhor o seu cliente, então é justo dividir a conta com ele não é mesmo?
  5. Plano de saúde: Você trabalha doente?
  6. Caixa reserva para eventualidades: Uma coisa é certa: Merda sempre acontece!
17
Jun
11

Fotografia Digital Profissional no SENAC

Um convite especial para os meus ex-alunos da região de Jundiaí: Atendendo a pedidos estamos iniciando a primeira turma do curso de fotografia profissional no SENAC. Venham participar e conhecer o nosso estúdio novinho em folha!

01
Maio
10

Fabricando um rebatedor

Aprenda a fabricar um rebatedor para o seu flash fotográfico e obtenha uma luz mais suave e natural em suas fotografias.

16
Abr
10

Ninguém compra fotografias

Se você pretende seguir a carreira de fotógrafo deve ter considerado que o dinheiro que entra no bolso de um fotógrafo provém da venda das suas fotografias. E parece um tanto quanto óbvio que o caminho para viver da fotografia é vender fotografias.

Mas vou contar um segredo em primeira mão: Ninguém, absolutamente ninguém compra fotografias! Aliás, em todo mundo, em toda forma de comércio ou prestação de serviços, só existe um artigo a venda: Chama-se SOLUÇÃO. Nenhuma pessoa na face da Terra compra algo que não seja uma solução para um problema.

Pense bem: Quando você entra numa lanchonete e pede um sanduíche o que acontece? Você tem um problema: “fome” e a lanchonete lhe oferece uma solução: “alimento”. Esse exemplo um tanto óbvio pode ser aplicado para qualquer tipo de situação: Se você comprou um carro, ele é a solução para o seu problema de locomoção, um ingresso para uma partida de futebol? Uma solução para aproveitar o seu dia de folga, um simples alfinete? Uma solução para prender alguma coisa.

Mesmo uma compra por impulso, mesmo o milésimo par de sapatos de uma mulher, tudo isso sempre será uma solução para um problema. Acontece que nem todo problema é objetivo como na relação fome x comida. Problemas podem ser sutis ou mesmo imaginários, mas ainda assim são problemas. Portanto se você comprou algo absolutamente dispensável e que não vai precisar, o ato da compra foi usado para resolver um problema de status, compensação, insegurança ou coisa parecida. Comprar, de alguma forma, foi uma ferramenta para você se sentir melhor. E se você precisava se sentir melhor é porque tinha um problema!

Não vou entrar no mérito sobre se isso é bom ou ruim, certo ou errado, mas o fato é que é assim que a nossa sociedade funciona.

E com a fotografia não é diferente: Uma foto vendida para um jornal resolve um problema de informação. Um parafuso fotografado para um catálogo resolve um problema de divulgação do produto e até mesmo uma noiva fotografada em um altar resolve o problema de ter aquele momento importante eternizado.

Ninguém irá comprar suas fotografias apenas por elas serem lindas, perfeitas, criativas ou maravilhosas. Portanto quando um cliente ligar para você tente identificar qual o problema dele e como você pode ajudá-lo a encontrar uma solução para ele. Esse é o único argumento de vendas realmente eficiente.

10
Set
09

Áreas de atuação em fotografia:

Brigada de Incêndio 

Existe três grandes “áreas” de trabalho para o fotógrafo:

1- Fotojornalismo: É a área onde o fotógrafo atende publicações editoriais ou institucionais. As imagens são destinadas a mídia impressa, como jornais e revistas, ou eletrônica. Bancos de Imagem e Agências de Notícia também são clientes em potencial do fotojornalista. O profissional dessa área tem que ser um cara dinâmico, comunicativo e pró-ativo. Seu equipamento deve ser robusto e versátil para aguentar as exigências diárias. É preciso um bom jogo de lentes, de angulares a teles, para atender as necessidades das pautas mais variadas. Na maioria dos grandes veículos de comunicação é exigido o diploma de jornalista para exercer essa atividade, assim como para se filiar as entidades de classe (ARFOC e SINDIJOR)

2- Foto Publicitária: O profissional desse segmento atua produzindo imagens para Agências Publicitárias que serão utilizadas em campanhas e anúncios. Equipamentos capazes de gerar imagens em altas resoluções e arquivos .RAW são bem-vindos nessa área. Normalmete o fotógrafo publicitário possui um estúdio onde desenvolve seus trabalhos. Conhecer os processos de impressão gráfica e dominar perfeitamente os processos de tratamento de imagem são requisitos que ajudam muito. Os fotógrafos publicitários têm como entidade representativa a ABRAFOTO

3- Fotografia Social: O fotógrafo social é o responsável pela cobertura de casamentos, festas e outros eventos sociais ou empresariais. O trabalho é muito parecido tecnicamente com o de fotojornalismo, mas existem algumas particularidades: O produto final em geral são álbuns e/ou apresentações multi-mídia. O profissional deve estar sempre atualizado com as possibilidades (cada vez maiores) de apresentação das iamgens: Fotobooks e scrapbooking, por exemplo, são as tendências do momento. É preciso muita criatividade para seduzir o cliente e apresentar um produto diferenciado e personalizado




Sobre o Autor:

Fotojornalista com trabalhos publicados em alguns dos principais jornais e revistas nacionais, tais como Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Istoé, entre outros.

Atualmente dirige a Agência Fotográfica Lunapress e também é docente do SENAC lecionando fotografia na unidade Jundiaí.

Colabora com diversos bancos de imagens internacionais com destaque para a iStockphotos e a Getty Image para os quais fornece principalmente imagens sobre a América Latina.

Fotografou para diversos veículos institucionais e é responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de fotografia em “hight-speed” adotada pela Faculdade de Engenharia de Minas da USP para registrar o comportamento de partículas em reatores de flotação.

Imagens da América do Sul

Imagens do Brasil