Posts Tagged ‘Linguagem Fotográfica

11
Dez
13

Caminhada Fotográfica – Centro Histórico de São Paulo

Venha participar de um programa diferente neste Feriado! Descubra os segredos e a história escondida no centro velho de São Paulo em uma caminhada fotográfica com coordenação e orientação do fotógrafo documentarista Fernando Fernandes – colaborador das Agências Getty, Istock, Estado e docente de fotografia do Senac.

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A caminhada é aberta à todos aqueles apaixonados por fotografia, independente denível de conhecimento ou equipamento.

Roteiro:

– Catedral da Sé
– Solar da Marquesa
– Pateo do Collegio
– Mosteiro de São Bento
– Vale do Anhangabaú
– Teatro Municipal
– Praça da República

Valor da Inscrição: R$ 60,00
O que levar: Câmera fotográfica, água, protetor solar
Ponto de encontro: Estação São Bento do Metrô
Mais informações: (11) 97125-3019

20
Nov
13

O gato fotógrafo

Quando meus alunos chegam ao curso de fotografia trazem um universo de questões para as quais afobadamente querem respostas. Em suas cabeças rodam fantasminhas que vão desde palavras como velocidade e abertura a termos misteriosos como sRGB e Adobe RGB. Eles se preocupam tremendamente com a escolha do equipamento, com o desempenho de sensores e coisas como quantidade de pontos de foco.

Claro que a câmera e a técnica envolvida no seu manuseio é importante para um fotógrafo, mas a verdade é que isso é apenas uma pequena parte do universo fotográfico. Imagine uma pessoa que decida fazer uma caminhada: Ela pesquisa tudo sobre o melhor calçado possível, lê tudo o que encontra no Google sobre solas e cadarços, mas esquece de pesquisar sobre seu destino. De posse da melhor bota de caminhada do mundo é bem possível que essa pessoa – com alguma frustração – simplesmente não saiba para onde ir, não extraia nem a milésima parte do que aquele calçado poderia lhe proporcionar e acaba por utilizar suas super botas para ir buscar pão na padaria da esquina.

Oras! Mais importante do que o sapato é o pé! Até porque a humanidade caminhou descalça por milênios não é mesmo? E conseguimos, bem ou mal, chegar até aqui… E agora preste muita atenção: Mais importante do que o pé é o caminho.

E onde entra a fotografia nessa história sobre pés, caminhos e caminhadas? Quando pergunto a um jovem fotógrafo não como, mas porquê fotografar isso frequentemente resulta em um nó mental. Ok: Caminho é algo que se constrói ao caminhar, mas é preciso algum norte, algum rumo É preciso ter uma história para contar, criar significâncias e dessignificâncias antes, durante e depois de sair por aí apertando o disparador da câmera. É assim que se dá alma a fotografia, a sua alma. Isso será muito mais relevante para a qualidade da sua fotografia do que o fato de usar uma câmera equipada com o recurso da última coqueluche inventada pelo mercado.

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Antes de aprender a fotografar é preciso aprender a ver. Vivemos a contradição de sermos bombardeados diariamente por milhares de imagens numa sociedade de analfabetos visuais. É fácil definir a fotografia como “escrever com luz”, mas escrever o quê? Que imagens do mundo você quer contar? Como e para quem você quer contar? E o mais importante: Por que contar?

Se me perguntarem hoje qual o segredo para produzir boas imagens tenho uma receitinha infalível pronta (E é incrível como as pessoas adoram receitinhas infalíveis prontas!) Aproveite e anote pois levei quase duas décadas fotografando para descobrir isso:

1 – Arranje um gato. Pode ser qualquer gato, mas os vira-latas tendem a funcionar melhor.

2- Esqueça um pouco da sua câmera e fique apenas observando o gato por algumas semanas.

3 – Fotografe como o gato vê o mundo.

Fica a charada para quem estiver disposto a ver o mundo com outros olhos.

05
Nov
13

Imagens dos Sentidos

Ok: Confesso que entrei na sala de aula um tanto quanto assustado. E para ser sincero passei boa parte da noite anterior de olhos bem abertos pensando no que iria acontecer. Afinal em duas décadas com uma câmera na mão esse seria o desafio mais diferente que iria enfrentar.

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A ideia de oferecer uma oficina de fotografia para deficientes visuais começou a tomar forma quando entrei em contato com um trabalho realizado pela Samsung em uma escola para crianças cegas na Coréia. Comprei a ideia e a vendi para Martha, minha coordenadora no SENAC, que topou o desafio e me deu carta branca para montar o projeto.

A primeira e aparentemente mais óbvia questão com que me deparei foi:  Afinal como alguém que não dispõe do sentido da visão pode registrar imagens? As pistas para responder a isso começaram a pipocar da minha própria relação com o registro fotográfico e também das frustrações narradas por meus alunos do curso de introdução à fotografia.

E é bem possível que você – em algum momento – tenha partilhado de uma frustração semelhante a nossa. Imagine a seguinte cena: Você está em uma linda praia em um dia perfeito de sol. O calor é varrido da superfície da sua pele suavemente por uma brisa que carrega o perfume do mar. Seus pés são massageados pelo contato com a areia macia enquanto você caminha escutando o canto das aves que se sobrepõe ao contínuo ruído das ondas ao fundo e um quase imperceptível gosto de sal chega em seus lábios carregado pela maresia. E então você decide fazer um registro desse momento em uma foto.

Mas ao voltar para casa disposto a compartilhar com os amigos aquele momento postando a tal foto nos Facebooks da vida percebe que a  fotografia não vai além de um pálido esboço daquilo que você vivenciou durante sua caminhada pela areia da praia. E mesmo recorrendo a toda a galeria de filtros do Instagram a foto continua pobre e você começa a cogitar a hipótese de comprar (verbo maldito!) uma câmera nova que faça jus as imagens registradas em sua memória.

Mas antes de sair por aí torrando seu suado dinheirinho em uma câmera nova que – segundo a propaganda do fabricante – irá resolver todos os seus problemas e mais alguns, sente-se para receber esta triste notícia: Câmera nenhuma na face da Terra é capaz de registrar outra coisa do que a luz refletida pelos objetos para os quais foi apontada. E é só e somente isso que qualquer câmera é capaz de fazer.

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Por outro lado nosso cérebro trabalha de maneira bem mais complexa. As imagens que construímos do mundo ao nosso redor são montadas em nossa mente não só pelas informações captadas por nossos olhos, mas também por todos nossos outros sentidos, além de vivências, memórias e sentimentos. Todo esse conjunto sensorial trabalha em sinergia fornecendo os tijolinhos usados na construção daquilo que nossa mente só torna visível dentro de cada um de nós. E mesmo nossos olhos não são tão eficientes assim na formação de imagens: Tirando uma pequena área do centro de nosso campo de visão, todo o complexo quadro que enxergamos é mais baseado em suposições criadas por nosso cérebro do que por “dados coletados” por nosso mecanismo óptico. Mágicos e ilusionistas sabem disso a séculos e nos deixam maravilhados ao criarem armadilhas em que nossos pobres cérebros caem como patinhos.

E se a formação das imagens que percebemos é resultado de uma complexa coleta de dados vindos de todos os sentidos e processadas com base em nossas memórias e sentimentos, então mesmo quando tiramos a visão dessa equação ainda é possível preencher as informações necessárias para que nossas mentes criem uma imagem do que está ao nosso redor com base nos demais sentidos. Na prática funciona assim:

Tive anos atrás um gato vesgo chamado Clarence. Ele tinha a cabeça e o rabo escuros, bem como duas grandes manchas arredondadas no dorso e o restante do corpo branco. As vezes eu ficava lendo na varanda e Clarence vinha deitar ao meu lado no sol. Me divertia fechando os olhos e deslizando minha mão sobre seu pelo sentindo a diferença de temperatura entre o pelo claro e as manchas escuras que absorviam mais calor. Era bem fácil perceber o padrão da pelagem apenas pela variação da temperatura. Experimente em casa fazer algumas imagens de olhos vendados e você verá que seus demais sentidos podem fornecer uma percepção bem rica do que está ao seu redor.

Foi baseado nessa constatação de que percebemos imagens através de todos os nossos sentidos que comecei a dar corpo a oficina “Imagens dos Sentidos”.

E apesar do medo aprendi muito com essa minha primeira turma de alunos:

Descobri, por exemplo, que smartphones são perfeitos para serem usados pelos deficientes visuais para fotografar, pois programas de orientação por voz facilitam bastante o acesso e controle da câmera. Um software para Iphone chamado “Voice Over” em especial chamou bastante minha atenção. Ele não só fornece instruções audíveis para a regulagem da câmera, mas também orienta o enquadramento e até mesmo a posterior edição das imagens informando ao usuário se as fotos exibidas na galeria, estão tremidas, desfocadas ou com problemas de exposição.

O próximo passo será imprimir as imagens em algum sistema tridimensional para que seus autores possam também apreciar seus trabalhos. Isso pode ser feito através de impressoras 3D, impressoras para Braille ou mesmo através de cópias fotográficas tradicionais com os contornos das formas pontilhadas com uma agulha.

Agradeço aos meus alunos pelo aprendizado que me proporcionaram e por terem mandado o medo do escuro para longe de mim.

09
Set
13

Workshop de Fotografia de Paisagem

Aprenda a tirar o máximo de proveito das fotografias de suas viagens! Nesse workshop realizado na Serra do Japi próximo a cidade de Jundiaí iremos abordar os principais fundamentos da fotografia de paisagens e natureza para quem não é profissional ou está começando a fotografar. Em breve teremos uma segunda turma onde serão abordadas técnicas avançadas.

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12
Mar
13

Dez Maneiras Infalíveis Para Estragar Uma Fotografia

Basta uma rápida pesquisa no Google para encontrar milhares de páginas dando dicas de como fazer uma boa foto. Algumas poucas são sérias e relevantes, a maioria é simplesmente mais do mesmo e também existem aquelas que são verdadeiras arapucas.

Mas quando o assunto é estragar uma imagem, aí a falta de informação é gritante. O que é uma pena, pois basta uma rápida visita aos álbuns de redes como o Facebook ou o Flickr para ver como há uma legião de pessoas dispostas a arruinar com uma foto potencialmente boa. E é justamente para auxiliar essas pessoas que reuni as dicas a seguir:

1 – Use e abuse sem critério algum da técnica HDR. Jogue as imagens no softwere e deixe que ele faça o resto por você.

2 – Invista mais na sua câmera do que no seu conhecimento, afinal quem faz a foto é a câmera e não você. Um equipamento de ponta é a solução para os seus problemas. Sempre vale a pena investir no último modelo lançado no mercado!

3 – A lente do kit que veio junto com a sua câmera é mais do que suficiente para arruinar suas fotos. Não gaste o seu rico dinheirinho investindo numa ótica melhor e principalmente mantenha distância das objetivas de 50mm. Afinal como uma coisa barata como a 50mm pode ser boa não é mesmo? E o dinheiro que você economizar na compra de objetivas fixas e luminosas você pode investir na compra de uma câmera mais sofisticada.

4 – O flash pode ser um dos seus principais aliados na tarefa de arruinar uma foto, não o subestime!  E use preferencialmente o flash pop-up da própria câmera: Flashes auxiliares não são assim tão bons nessa tarefa, até porque possuem a cabeça móvel e você pode acabar tentado a usar uma luz rebatida ao invés de joga-la diretamente sobre o modelo.

5 – Escolha com bastante critério o horário para fotografar. Quanto mais luz melhor, então aproveite bem a hora do almoço para conseguir aquela luz dura, com sombras bem marcadas e altas luzes estouradas. Deixe para comer mais tarde.

6 – Definitivamente esqueça essa bobagem de tripé. Se deus lhe deu dois braços e duas pernas pra quê você precisa pagar o mico de ficar carregando um trambolho pesado e desengonçado por aí? Você consegue segurar a câmera com as mãos, mas se realmente acha interessante um tripé, fuja de marcas como a Manfrotto que são caros. No Mercado Livre ou na Rua Santa Efigênia você encontra tripés chineses com cabeça de plástico por um décimo do valor. Tripé é tripé. E o que economizar na sua compra já sabe: Invista em uma câmera com mais recursos.

7 – Alguns fotógrafos como aquele tal de Sebastião Salgado tendem a dar atenção especial ao que eles chamam de edição. É por isso que você vê tão poucas fotos deles por aí. E você sabe: publicar poucas fotos acaba dando a impressão de que você fotografa pouco não é mesmo? Mostre ao mundo o quanto você rala colocando no seu álbum do Facebook todas as 1500 fotos que você fez naquele churrasco com os amigos no final de semana em Piracema das Almas. Jamais exclua do pacote fotos tremidas, desfocadas, ou com erros de exposição. O que você fez, você fez! E não se preocupe: Mesmo que acidentalmente uma ou outra foto tenha saído boa, será impossível encontra-la no meio de tanto lixo.

8 – Composição: Afinal de contas o que é isso? Uma foto mostra aquilo que você viu e ponto final. Não tente simplificar: Aproveite para colocar o máximo de informação dentro da imagem, mantenha sempre os pontos de vista mais óbvios (fique com aquilo que funciona!) e evite fundos limpos e sem elementos de distração.

9 – A evolução da fotografia digital finalmente libertou o fotógrafo da enfadonha e entediante tarefa de pensar a imagem. Nos árduos tempos da fotografia analógica, como você não via na hora o que estava fazendo e existia um limite de imagens por rolo de filme era necessário dedicar um mínimo de atenção ao que se estava fazendo antes de apertar o botão de disparo. E tem gente que ainda tenta ressuscitar a fotografia com filme, dá pra acreditar? Mantenha-se longe de filmes, câmeras analógicas e desse povo maluco que curte lomografia.

10 – Existem escolas sérias de fotografia por aí. Mantenha-se longe delas! Elas costumam ser caras e tudo o que elas têm a oferecer você pode ler sozinho por aí. Ou melhor, ler não!  Ler é coisa de gente velha, você já tem a sua disposição um recurso muito mais moderno que são os vídeos tutoriais do Youtube. Mas atenção! É preciso critério para evitar que algo acabe entrando no seu cérebro: Dê preferência aos tutoriais feitos por crianças que dão receitinhas prontas do tipo “para fazer essa foto eu regulei a minha câmera para x, y, z”. Não caia na tentação  de assistir tutoriais que abordem a teoria por trás da prática, vá logo ao que interessa, porque tempo é dinheiro, mesmo que você não cobre pelo seu trabalho!

27
Nov
12

Workshop Básico de Fotografia em Estúdio

Em um curso totalmente prático o aluno aprenderá rapidamente os conceitos básicos de iluminação em estúdio tanto para a produção de books e retratos como para a fotografia de produtos.

Após o término do curso o aluno passará a usufruir do desconto de 20% na locação de nosso estúdio pelo período de seis meses.

Duração: Início no dia 06 de dezembro de 2012 com carga de 12 horas em 04 aulas (Das 18:30h às 21:30h às terças e quintas)

Valor do Investimento: R$360,00

Outras informações e reservas: (11) 4063-1628 ou (11) 97125-3019

 

26
Out
11

Workshop de fotografia de natureza

Workshop de fotografia de natureza na reserva da Juréia-Itatins no litoral sul de São Paulo com o fotógrafo documentarista Fernando Fernandes.

Praia do Caramboré - Juréia

Praia do Caramboré – Juréia

Além das técnicas de fotografia em si serão abordadas algumas questões voltadas à logística e segurança envolvidas em trabalhos de campo e também métodos para a construção de armadilhas fotográficas.

O Workshop terá duração de um final de semana e será realizado nos dias 06 (translado) 07 e 08 de abril de 2012. Caso as condições climáticas estejam ruins o workshop será adiado para o final de semana seguinte.

Estão inclusos no pacote o transporte e o alojamento. Também é possível a participação de acompanhantes que queiram ir conhecer a reserva, mas sem participar das atividades do workshop. Os acompanhantes poderão realizar atividades opcionais como passeios de barco pelo Rio Una ou monitoramento ambiental.

Outras informações e reservas pelo telefone (11) 4063-1628 ou pelo mail: contato@lunapress.com.br




Sobre o Autor:

Fotojornalista com trabalhos publicados em alguns dos principais jornais e revistas nacionais, tais como Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Istoé, entre outros.

Atualmente dirige a Agência Fotográfica Lunapress e também é docente do SENAC lecionando fotografia na unidade Jundiaí.

Colabora com diversos bancos de imagens internacionais com destaque para a iStockphotos e a Getty Image para os quais fornece principalmente imagens sobre a América Latina.

Fotografou para diversos veículos institucionais e é responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de fotografia em “hight-speed” adotada pela Faculdade de Engenharia de Minas da USP para registrar o comportamento de partículas em reatores de flotação.

Imagens da América do Sul

Imagens do Brasil