Posts Tagged ‘Trabalho

31
Jul
13

Workshop Básico de Estúdio

Inscrições abertas para a próxima turma de Fotografia de Estúdio! aprenda técnicas simples e eficientes de iluminação controlada e ganhe créditos para a locação do estúdio da LUNAPRESS.

 

Workshop Básico de Estúdio

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27
Jul
11

Como montar um orçamento fotográfico

Uma das dúvidas mais freqüentes para quem está começando a encarar a fotografia como uma profissão é como cobrar pelo seu trabalho. Afinal de contas quanto vale o trabalho de um fotógrafo?

Um dos caminhos mais usuais para se estabelecer um valor de trabalho é simplesmente dar uma olhada nos preços praticados pela concorrência e diminuir um pouquinho esse valor na intenção de torná-lo mais atrativo para o cliente. Isso acaba acarretando uma “guerra para baixo” que prejudica a todos. Ok… Uma das funções da concorrência é justamente criar um patamar de preços, mas o ideal é que isso seja feito através da eficiência e não no corte indiscriminado dos lucros, pois o resultado disso é apenas um: Tem muito fotógrafo por aí pagando para trabalhar…

Então como elaborar um orçamento realista? O primeiro passo para saber quanto cobrar pelo trabalho é saber quanto custa esse trabalho para você. Então mãos à obra para determinar quanto você gasta por mês para poder trabalhar:

Custos fixos e custos variáveis:

Podemos agrupar nossos custos em dois grandes blocos: Fixos e variáveis. No primeiro grupo estão aqueles que você tem que desembolsar todo mês independente do volume do seu trabalho. Alguns exemplos:

– Aluguel (Se você tem um estúdio ou escritório)

– Internet

– INSS (Contribuição Previdenciária)

– Tarifas bancárias

-Seguros (Imóvel, veículo e equipamento)

– Faxineira

Já os custos variáveis são aqueles que são alterados pelo volume de trabalho, como por exemplo:

– Energia Elétrica

– Telefonia

– Combustível (Se você utiliza seu veículo para atender seus clientes)

– Manutenção

– Insumos (papel para impressora, fundos fotográficos, etc.)

– Impostos (ISS, imposto de renda, etc.)

Para estabelecer e conhecer de forma realista os seus custos é preciso ter a disciplina de criar um livro caixa e anotar religiosamente os seus gastos. Isso não é uma coisa complicada: Para começar basta uma simples planilha eletrônica, que geralmente pode ser importada ou incorporada para um programa mais complexo, caso você venha a adotar algum no futuro.

O ideal é que você avalie os seus custos ao longo do ciclo de um ano para estabelecer uma projeção realista. Mas um período de 3 meses  já nos dá uma idéia razoável de quanto custa nosso trabalho.

De posse desses dados o passo seguinte é estabelecer o impacto dos custos fixos sobre o seu trabalho. Isso é simples: Basta somar o valor dos seus custos fixos mensais e dividir pelas suas horas de trabalho.

Por exemplo: Se você trabalhar 08 horas por dia durante 22 dias por mês então você trabalha 176 horas mensais. Se os seus custos fixos são de, por exemplo, R$ 3000,00 então o peso desses custos está em torno de R$ 17,00 por hora de trabalho.

08 x 22 = 176

3000 / 176 = 17

Já os custos variáveis precisam de um universo de dados um pouco maior para serem estabelecidos. Mas vamos supor que em 3 meses você realizou um total de 36 trabalhos (numa média de 3 por semana ou 12 por mês) e que esses trabalhos geraram um custo de R$ 1500,00/ mês

Então cada trabalho custou:

1500 / 12 = 125

Cada um dos 12 trabalhos mensais realizados então acrescentou um valor de R$ 125,00 aos seus custos. Como você passa 176 horas por mês a disposição desses trabalhos (atendendo ligações, preparando orçamentos, enviando e-mails, negociando com os clientes, etc…) então você pode diluir esse valor ao longo de todas as suas horas de trabalho:

1500 / 176 = 8,50 (valor arredondado)

Assim somando os seus custos fixos (17) e variáveis (8,50) então a sua hora de trabalho custa R$ 25,50 Em outras palavras é isso o que custa para você trabalhar por hora.

Perceba que:

– Os seus custos fixos diminuem quando você aumenta o número de trabalhos.

– Os seus custos variáveis aumentam com o aumento do número de trabalhos.

Para elaborar um orçamento é necessário calcular quantas das suas horas de trabalho serão destinadas a ele. Inclusive aquelas indiretamente relacionadas. No caso do nosso exemplo, supondo que todos os trabalhos fossem rigorosamente iguais (Por exemplo: Books fotográficos) cada um iria consumir 4,8 horas de trabalho.

Portanto o custo de cada um seria de:

25,50 x 4,8 = 122,40

Mas como muitas vezes os trabalhos envolvem cargas horárias diferentes é importante ter o valor da hora de trabalho sempre em mente para elaborar os orçamentos.

Estabelecidos os custos é hora de estabelecer os lucros:

Se você cobrar, por exemplo, R$ 350,00 para produzir um book então o seu lucro será de:

350 – 122,40 = 227,60

Os 12 trabalhos mensais que você realiza lhe proporcionam então um “salário” de R$ 2731,20 já descontados os impostos que foram diluídos como custos.

Custos dos quais muitas vezes nos esquecemos:

Na hora de estabelecer os seus custos é preciso considerar alguns fatores que muitas vezes nos esquecemos:

  1. Depreciação do equipamento: Câmeras digitais sofrem uma depreciação muito grande e tem uma vida útil relativamente curta. É preciso levar isso em consideração.
  2. Férias: Se você trabalha como autônomo e pretende descansar em algum momento é bom lembrar de computar isso como custo.
  3. 13° Salário: O mesmo princípio das férias deve ser aplicado a esse item. Assim se os seus rendimentos são de R$ 2731,20 a cada um dos 12 meses do ano você deve imbutir R$ 227,60 como custo fixo referente ao seu 13º. Isso não é luxo, principalmente se você se lembrar das contas extras que ocorrem em todo começo de ano como IPVA e IPTU.
  4. Cursos de atualização e formação. A finalidade deles é que você atenda cada vez melhor o seu cliente, então é justo dividir a conta com ele não é mesmo?
  5. Plano de saúde: Você trabalha doente?
  6. Caixa reserva para eventualidades: Uma coisa é certa: Merda sempre acontece!
17
Jun
11

Fotografia Digital Profissional no SENAC

Um convite especial para os meus ex-alunos da região de Jundiaí: Atendendo a pedidos estamos iniciando a primeira turma do curso de fotografia profissional no SENAC. Venham participar e conhecer o nosso estúdio novinho em folha!

13
Dez
10

Aprovada a regulamentação da profissão de fotógrafo

Ministério do Trabalho aprova regulamentação da profissão de fotógrafo

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (8) o Projeto de Lei 5187/09, do deputado Severiano Alves (PMDB-BA), que regulamenta a profissão de fotógrafo. O texto define a profissão, determina quem estará qualificado para exercê-la e discrimina as atividades que se enquadram no campo de atuação do fotógrafo profissional.

A relatora, deputada Manuela D’ávila (PCdoB-RS), foi favorável à proposta. “A atividade deve ser regulamentada e reconhecida pelo Estado, que precisa impor condições para o exercício profissional do fotógrafo”, disse.

A deputada apresentou emenda ao projeto para assegurar aos fotógrafos empregados o pagamento de adicional de insalubridade. “A atividade é exercida em contato com elementos que podem vir a prejudicar a saúde do trabalhador”, argumentou. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.253/43) prevê pagamento de adicional de 40%, 20% ou 10% do salário mínimo da região, conforme classificação do Ministério do Trabalho em graus máximo, médio e mínimo de condições insalubres de trabalho.

Definições
Segundo o projeto, a atividade de fotógrafo profissional é caracterizada pelo registro, processamento e acabamento final de imagens estáticas ou dinâmicas em material fotossensível.

Poderão ser fotógrafos profissionais os diplomados por escolas de nível superior em fotografia no Brasil, desde que devidamente reconhecida; ou no exterior, desde que os diplomas sejam revalidados no Brasil, na forma da legislação vigente.

Os fotógrafos sem diploma que, à data da promulgação da nova lei, estiverem exercendo a profissão por, no mínimo, dois anos consecutivos ou quatro anos intercalados, também poderão ter reconhecida sua condição de fotógrafos profissionais, mediante comprovação de sua atividade.

Atividades
De acordo com o projeto, a atividade profissional de fotógrafo compreende:
– a fotografia realizada por empresa especializada, inclusive em serviços externos;
– a fotografia produzida para ensino técnico e científico;
– a fotografia produzida para efeitos industriais, comerciais e de pesquisa;
– a fotografia produzida para publicidade, divulgação e informação ao público;
– a fotografia na medicina;
– o ensino de fotografia;
– a fotografia em outros serviços correlatos.

Tramitação
O projeto, que será analisado em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: – se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); – se, depois de aprovado ou rejeitado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem: Lara Haje

Fonte:  Agência Câmera de Notícias 

Edição: Paulo Cesar Santos

 
02
Dez
10

Jornada de Direito Autoral no MAM

14
Set
10

O defeito especial

 Num sábado de tarde eu estava de bobeira na agência criando coragem para começar uma faxina no estúdio quando o Tiago Queiroz do Estadão apareceu na porta com um convite: “Bora fotografar lá no Parque do Trote na Vila Guilherme? Eles reabriram depois de 10 anos fechados”.

As opções eram encarar a faxinosa ou acompanhar o Tiago em um trabalho que ela começou quando o hipódromo da Vila Guilherme, já decadente, foi fechado uma década antes.

Em 2004 teve início um processo de tombamento da área como patrimônio ambiental, cultural e urbano da cidade.  Em 2006 a área do hipódromo foi transformada em parque especialmente pensado para pessoas deficientes e no projeto está previsto inclusive a construção de um centro de recuperação.  Mas por enquanto o parque existe mais no papel do que no mundo real.

Naquele sábado estava acontecendo no local a XIV Festa da Cultura Paulista Tradicional o que prometia um grande cardápio fotográfico para nós. Mas o ponto alto seria uma corrida de demonstração da sociedade de trote. Nessa modalidade os cavalos não são montados, mas conduzidos em uma espécie de charrete e a principal característica é o estilo da marcha do animal (a maioria da raça American Trotte importados da Argentina) onde parece ser mais importante a cadência e o ritmo do animal do que a sua força e velocidade.

Infelizmente quando a corrida de apenas duas voltas foi anunciada já estava anoitecendo e a iluminação capenga e danificada da pista abandonada por anos não prometia ser de grande ajuda.

As condições não eram animadoras: Fotografar um motivo em alta velocidade em uma cena com pouca luz e sem muitas chances de repetir a tomada. Não tem ISO alto e lente clara que resolva! Optei então por assumir que a imagem sairia borrada e decidi utilizar a técnica de panning que consiste em mover a câmera com uma velocidade de obturador baixa no mesmo sentido em que o objeto fotografado se move.

A idéia é que ao mover a câmera junto com o objeto, na verdade o objeto estará parado em relação à câmera o que permite o seu registro com uma nitidez razoável enquanto o fundo (que estará se movendo) gera um desfoque que realça a idéia de velocidade.

Isso é o que costumamos chamar brincando de “defeito especial” que consiste em transformar (ou ao menos tentar transformar!) uma limitação em uma vantagem para valorizar uma imagem tecnicamente difícil de ser realizada.

Ficha da foto:

– Camera: Nikon D-700

– ISO: 3200

– Lente: Nikon 24-85mm f2.8 em 56mm

– Velocidade: 1/20s.

Quem quiser ver as imagens feitas pelo Tiago e conhecer um pouco mais do seu trabalho como fotojornalista visite o blog http://www.cenasdodia.blogspot.com/

Vale à pena!

14
Ago
10

isenção fiscal para a compra de equipamentos fotográficos

Graças a maravilhosa eficácia de nossos representantes legislativos o projeto de lei proposto pelo Senador José Agripino em 2003 que prevê a isenção fiscal para a compra de equipamentos fotográficos por profissionais da área pelo prazo de 5 anos finalmente está pronto para entrar em pauta!

Em apenas sete anos nossos representantes conseguiram ler um projeto de sete páginas, o que dá uma média vertiginosa de uma página ao ano!

Infelizmente a isenção proposta por cinco anos em 2003 teria vigência até 2008… Portanto o texto do projeto terá que ser modificado e sua vigência corrigida para 2015. Por alguma misteriosa razão que só os doutos juristas tem capacidade de abstrair não se coloca no projeto algumas palavrinhas semelhantes a “passa a ter vigência pelo prazo de 05 anos a partir da data de aprovação da lei”…

Mas o importante é que graças ao trabalho de sol a sol de nosso legislativo estamos na reta final para o julgamanto do projeto! Alguns me chamam de otimista, mas acretido que em menos de uma década o projeto será julgado!

E com um pouco de sorte meus netos talvez sejam beneficiados pela nova lei. Isso se até lá ainda existirem fotógrafos profissionais…. Para quem quiser acompanhar a épica tramitação:

http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=59245&p_sort=DESC&p_sort2=A&cmd=sort




Sobre o Autor:

Fotojornalista com trabalhos publicados em alguns dos principais jornais e revistas nacionais, tais como Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Istoé, entre outros.

Atualmente dirige a Agência Fotográfica Lunapress e também é docente do SENAC lecionando fotografia na unidade Jundiaí.

Colabora com diversos bancos de imagens internacionais com destaque para a iStockphotos e a Getty Image para os quais fornece principalmente imagens sobre a América Latina.

Fotografou para diversos veículos institucionais e é responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de fotografia em “hight-speed” adotada pela Faculdade de Engenharia de Minas da USP para registrar o comportamento de partículas em reatores de flotação.

Imagens da América do Sul

Imagens do Brasil